Hoje fomos levados a uma reflexão muito intensa. Fomos
questionados quanto aos nossos planos para o futuro, os sonhos que gostaríamos
de realizar. Colocamos tudo isso em uma linha do tempo onde toda a nossa vida,
passado e futuro, estavam estampadas no papel.
Nunca contamos com uma tragédia nesse percurso, nunca
imaginamos que algo pode dar errado e mudar todo o trajeto da nossa história. Pois
foi sobre isso que consistia a reflexão. E se sofrêssemos um acidente? E se
tivéssemos que passar meses internados em um hospital, reféns de nossa própria
mazela? Ou ainda, se um de nossos parentes próximos e queridos estivesse
debilitado? Será que alguma mudança de planos existiria em nossas vidas? Seriam
adiados, ou então refeitos por nós? Isso causou aflição, medo, angustia e
tantos outros sentimentos que talvez nem soubéssemos explicar.
Quando estamos diante de um paciente estamos lidando
exatamente com isso, com um futuro fragilizado pela doença, com o medo do que
virá depois, e se virá. São os mesmos medos, angustias e dúvidas que surgiriam
para nós.
Achei de extrema importância que fossemos “lembrados” de que
estamos lidando com pessoas, com vidas, com sonhos, com sentimentos e não
apenas com usuários do sistema de saúde, com números de leito, ou com demandas
de serviço.
Material complementar: (para visualizar o vídeo basta clicar no que está escrito abaixo)
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