domingo, 4 de maio de 2014

4º Aula - Terapia Ocupacional na Oncologia

Para entendermos a atuação da terapia ocupacional na oncologia, primeiramente temos que saber as características dessa doença e as formas de tratá-la.
Existem dois tipo de tumores, o maligno que é caracterizado pelo crescimento desordenado de uma célula de determinado tecido que tem a capacidade de invadir outros sistemas, de ser transportada para outra parte do corpo através da corrente sanguínea e é capaz de se autonutrir. O câncer se caracteriza pelos tumores malignos. Alguns dos agentes carcinogênicos são: fatores biológicos, agrotóxicos, poluentes atmosféricos, alcoolismo e tabagismo, hábitos alimentares e exposição prolongada ao sol. E o tumor benigno que tem como diferenciação o fato de ter um crescimento ordenado das células e de não invadir outros tecidos. Ele precisa ser removido pôs pode acabar comprimindo algum órgão, mas por ter um crescimento ordenado e que as vezes também é regressivo, torna sua retirada muito mais fácil.
Os objetivos do tratamento oncológico são de cura, prolongamento da vida útil e a manutenção da qualidade de vida. Existem alguns tipos de tratamento que variam de acordo com o tipo de câncer, e podem ser usados em conjunto: Quimioterapia, radioterapia,cirurgia oncológica, hormonioterapia, imunoterapia e terapia alvo.
Após o conhecimento prévio sobre a doença podemos ter uma ideia de como ela muda drasticamente a vida do paciente oncológico. Levando em consideração que existem várias mudanças corporais e funcionais o paciente passa a ter sua rotina de vida modificada. O terapeuta ocupacional tem, então, como função organizar a vida ocupacional do paciente oncológico, promover projetos sociais e de geração de renda, e trabalhar a questão da autoimagem e papel social do paciente.

O terapeuta ocupacional acompanha todas as etapas desse tratamento, sendo elas: diagnóstico, pré-cirúrgico, pós-cirúrgico, durante o tratamento oncológico, retomada do cotidiano e nos cuidados paliativos. Cada um desses momentos requer uma intervenção diferenciada voltada para o momento e as consequências daquela ação para a vida do paciente.

Material Complementar:
http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs/index.php/cogitare/article/viewFile/16388/10868



3º Aula - Processo de Avaliação

Para entendermos e darmos início ao processo de avaliação é necessário que vejamos o usuário como um todo, fazendo uma reconstrução da sua vida para além da enfermidade. A avaliação tem como intuito dar base para uma ação de resignificação para o cotidiano hospitalar e pós-hospitalar do usuário.
As ações de avaliação estão ligadas a demanda do campo atuante e em entender e pensar a ação humana nesse contexto.  Para o contexto hospitalar é necessário que o terapeuta ocupacional tenha conhecimento da ampla diversidade dos diagnósticos e de procedimentos terapêuticos e de intervenção.
É necessário avaliar as condições em que o paciente se encontra física, psíquica e socialmente levando em consideração sua história de vida e o processo da doença e as alterações causadas pela hospitalização e o adoecimento.
A avaliação consiste no perfil ocupacional, que é uma prática centrada no cliente onde o terapeuta visa quais são os interesses do cliente, sua prática de vida diária, seus costumes, hábitos e necessidades, para uma melhor formulação do plano de intervenção. E a analise do desempenho ocupacional onde será observado o cliente, o contexto e o ambiente, e a atividade. Essa avaliação se dá através da observação e conversação com o usuário e familiares/cuidadores, sempre levando em consideração as atividades consideradas importantes para o usuário, identificando possíveis barreiras ou facilitadores.
Os itens de avaliação, que sempre levam em consideração o antes e o depois da hospitalização, podem ser definidos da seguinte maneira:
  • ·         Áreas de ocupação: que abrange as AVD’s, AIVD’s, dormir, lazer, participação social, trabalho, educação e brincar.
  • ·        Fatores do cliente: que abrange valores, crenças e espiritualidade, funções do corpo e estruturas do corpo.
  • ·         Padrões de desempenho: que abrange a rotina do usuário e o seu papel.
  • ·         Contextos de desempenho: abrange os fatores social, pessoal, cultural e físico.


É importante lembrar que a avaliação é um processo dinâmico que acontece em toda intervenção feita com o usuário, podendo ser mudada de acordo com o surgimento de uma nova necessidade explicitada por ele.

Material complementar:

2º Aula - A Ética do Cuidado

Quando falamos de ética remetemos a uma moral integra, que não é corrompida e visa o bem social. Temos a ética do trabalho, ética profissional, ética empresarial, e tantas outras que tentam através de leis e protocolos determinar qual seria a forma mais honrada de se agir, que não agrida o outro, nem a você mesmo. A ética do cuidado é respeitar o outro quanto suas crenças, sua visão de mundo, sua opção sexual, seus costumes, seus valores. Para lidar com o outro é necessário que nossas crenças e julgamentos sejam deixados de lado para que não influenciem em nossa intervenção com o paciente, e na dinâmica que o atendimento deve ter. Quando sistematizamos uma atividade deixamos de lado nossa ética do cuidado, pois deixamos de olhar o usuário como um ser complexo, diminuindo assim sua participação nas atividades para seu próprio bem estar e consequentemente não teremos, como profissionais, o resultado esperado de um bom atendimento.

Material complementar: ((para visualizar o texto basta clicar no que está escrito abaixo)

1º Aula - Processo de Adoecimento, Hospitalização e as Consequências Psicossociais para Pacientes e Familiares

Hoje fomos levados a uma reflexão muito intensa. Fomos questionados quanto aos nossos planos para o futuro, os sonhos que gostaríamos de realizar. Colocamos tudo isso em uma linha do tempo onde toda a nossa vida, passado e futuro, estavam estampadas no papel.
Nunca contamos com uma tragédia nesse percurso, nunca imaginamos que algo pode dar errado e mudar todo o trajeto da nossa história. Pois foi sobre isso que consistia a reflexão. E se sofrêssemos um acidente? E se tivéssemos que passar meses internados em um hospital, reféns de nossa própria mazela? Ou ainda, se um de nossos parentes próximos e queridos estivesse debilitado? Será que alguma mudança de planos existiria em nossas vidas? Seriam adiados, ou então refeitos por nós? Isso causou aflição, medo, angustia e tantos outros sentimentos que talvez nem soubéssemos explicar.
Quando estamos diante de um paciente estamos lidando exatamente com isso, com um futuro fragilizado pela doença, com o medo do que virá depois, e se virá. São os mesmos medos, angustias e dúvidas que surgiriam para nós.

Achei de extrema importância que fossemos “lembrados” de que estamos lidando com pessoas, com vidas, com sonhos, com sentimentos e não apenas com usuários do sistema de saúde, com números de leito, ou com demandas de serviço.

 Material complementar: (para visualizar o vídeo basta clicar no que está escrito abaixo)