Para entendermos a atuação da terapia ocupacional na
oncologia, primeiramente temos que saber as características dessa doença e as
formas de tratá-la.
Existem dois tipo de tumores, o maligno que é caracterizado
pelo crescimento desordenado de uma célula de determinado tecido que tem a
capacidade de invadir outros sistemas, de ser transportada para outra parte do
corpo através da corrente sanguínea e é capaz de se autonutrir. O câncer se
caracteriza pelos tumores malignos. Alguns dos agentes carcinogênicos são:
fatores biológicos, agrotóxicos, poluentes atmosféricos, alcoolismo e
tabagismo, hábitos alimentares e exposição prolongada ao sol. E o tumor benigno
que tem como diferenciação o fato de ter um crescimento ordenado das células e
de não invadir outros tecidos. Ele precisa ser removido pôs pode acabar
comprimindo algum órgão, mas por ter um crescimento ordenado e que as vezes
também é regressivo, torna sua retirada muito mais fácil.
Os objetivos do tratamento oncológico são de cura,
prolongamento da vida útil e a manutenção da qualidade de vida. Existem alguns
tipos de tratamento que variam de acordo com o tipo de câncer, e podem ser
usados em conjunto: Quimioterapia, radioterapia,cirurgia oncológica, hormonioterapia,
imunoterapia e terapia alvo.
Após o conhecimento prévio sobre a doença podemos ter uma
ideia de como ela muda drasticamente a vida do paciente oncológico. Levando em
consideração que existem várias mudanças corporais e funcionais o paciente
passa a ter sua rotina de vida modificada. O terapeuta ocupacional tem, então,
como função organizar a vida ocupacional do paciente oncológico, promover projetos
sociais e de geração de renda, e trabalhar a questão da autoimagem e papel
social do paciente.
O terapeuta ocupacional acompanha todas as etapas desse
tratamento, sendo elas: diagnóstico, pré-cirúrgico, pós-cirúrgico, durante o
tratamento oncológico, retomada do cotidiano e nos cuidados paliativos. Cada um
desses momentos requer uma intervenção diferenciada voltada para o momento e as
consequências daquela ação para a vida do paciente.
Material Complementar:
http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs/index.php/cogitare/article/viewFile/16388/10868
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